Machu Picchu: a cidade perdida dos Incas

Machu Picchu, o conjunto de construções sagradas do povo Inca, é o que mais leva turistas curiosos ao Peru. Sua beleza arquitetônica e seu mistério são os principais responsáveis pela visita de milhares de pessoas todo ano, o que criou sua fama como atração universal. O sítio arqueológico, descoberto apenas no século XX, é tão fascinante que já foi eleito uma das Sete Maravilhas do mundo moderno.

Machu Picchu Peru

Mas é necessário ter muito cuidado: para evitar que o local se deteriore, o governo peruano limitou o número de visitantes. A cada dia, apenas 2.500 visitantes podem ter acesso à antiga cidade perdida. Por isso, é recomendado que o passeio seja feito em excursões, que garantem reservas e ingressos às principais atrações de Machu Picchu. Quem quiser se aventurar sozinho deve comprar entradas com muita antecedência. Veja quais são os principais pontos desse destino.
 

Principais pontos de Machu Picchu

A mais antiga das cidades incas foi dividida entre área agrícola e área urbana. É na segunda onde estão localizados os maiores templos, construções e praças. Um dos templos é dedicado ao culto do Sol, um dos deuses mais importantes para o povo inca. O Templo del Sol, também conhecido como Torreón, é o único feito em forma de semicírculo. Ele fica próximo à construção dedicada à mãe terra, à fonte de água e às paredes erguidas para cultuar os ventos. Mais abaixo, existe uma gruta chamada Mausoleo Real, onde – segundo estudiosos – teriam sido sepultados os maiores líderes do povo inca. Porém, o paradeiro da múmia de Pachacútec, o principal soberano, ainda é desconhecido para os arqueólogos.

Templo del Sol

Templo del Sol

Outros templos importantes do setor sagrado são o Templo de la Luna, o lindo Templo de las Ventanas e o importantíssimo Intihuatana. O primeiro era utilizado, principalmente, para fins funerários. O segundo, localizado a leste da praça principal, representaria os três níveis do mundo cultuados pelos incas: o céu (vida espiritual), a terra (vida material) e o subsolo (vida interior). Já o último, cujo nome significa “lugar onde se amarra o Sol” na língua nativa, é o relógio solar dos incas. Ele era extremamente importante, tanto para marcar o tempo quanto para dividir os ciclos favoráveis à atividades agrícolas. As pedras desse monumento não podem ser tocadas, mas visitantes colocam suas mãos próximas à ela para captar suas boas energias.

Templo de las Ventanas

Templo de las Ventanas

Existe ainda o setor nobre, área onde residiam os soberanos. É lá que está um dos principais edifícios: o Palácio do Inca. Algumas das construções dessa área foram restauradas, com a intenção de dar ao visitante usa visão mais real da vida do antigo povo. Na área residencial pode ser visto o Acllahuasi, conjunto de casas das Virgens do Sol. Eram elas que produziam roupas e alimentos para os mais nobres. Algumas também serviam como sacrifício ao deus Sol em grandes cerimônias na Plaza Principal. Esta, infelizmente, não pode ser visitada pelos turistas, mas pode ser vista inteiramente do topo da montanha Huayna Picchu. Aliás, é acima de seus trezentos metros que a cidade inteira pode ser contemplada: desde os típicos terraços incas até o grandioso Rio Urubamba.

Acllahuasi, morada das Virgens do Sol

Acllahuasi, morada das Virgens do Sol

Além dos templos já mencionados, diversos outros ainda merecem uma visita. É o caso do Templo do Condor, uma ave sagrada para os incas. Segundo suas tradições, era ela quem levava os espíritos ao céu e conectava deuses e mortais. O enorme Templo Principal também chama a atenção, principalmente pela maneira como foi construído. Ele foi feito em forma retangular, mas com apenas três paredes (técnica conhecida como wayrana). Além destes edifícios, também é possível ver o Palácio dos Morteiros, a Pedra Sagrada, o antigo portão principal, a área de prisões e a área agrícola – que possui diversas plataformas de cultivo e celeiros. Confira o mapa abaixo: ele mostra a localização destes e de alguns outros pontos já citados.

Mapa de Machu Picchu

A chegada às ruínas da cidade perdida pode ser feita de diversas formas. Uma das mais recomendadas aos aventureiros é a Trilha Inca. Ela é feita por diversas rotas, mas a maioria sai da cidade de Cusco e passa por algumas das principais montanhas andinas (como Warmiwañusqa e Runkuraqay, que ficam a mais de três mil metros acima do nível do mar). A trilha mais comum é percorrida em quatro dias, nos quais é possível admirar paisagens naturais que misturam o andino e o amazônico. Além da flora e da fauna nativas, é comum encontrar restos de sítios arqueológicos – pouco ou jamais estudados por pesquisadores. O passeio, mais do que cheio de cultura, é um dos melhores meios para a prática de trekking e outros esportes radicais.

 

Onde comer

Muitos viajantes experientes recomendam: é indispensável levar uma pequena bolsa ou mochila com água, sanduíches e lanches em geral. Os passeios em Machu Picchu são demorados e os bons restaurantes mais próximos ficam na estação de Aguas Calientes. Se você preferir, pode almoçar no Santuary Lodge, o restaurante de um hotel de luxo que fica perto das ruínas. Os preços, porém, podem ser bem altos. Outra opção é a pequena lanchonete na entrada da área arqueológica, próxima aos banheiros. O único inconveniente é que o local está sempre lotado e as filas andam devagar.

 

Onde ficar

Hotéis em Machu Picchu são uma raridade: próximo às ruínas, é encontrado apenas o Santuary Lodge. A opção mais econômica é ficar hospedado em Cusco e ir de trem ou ônibus até a cidade perdida. Você pode conferir e comparar preços de algumas pousadas e hotéis em Machu Picchu nessa página.

 

Como chegar

Trilhas
As trilhas são variadas: é possível escolher de acordo com o tempo que você deseja ficar no Peru. Algumas das empresas que oferecem esse serviço são Camiño Inca, Kintu e Amazing Adventure. Os pacotes custam em torno de US$425 (dois dias e uma noite) e US$455 (quatro dias e três noites), mas os preços podem variar de acordo com a agência de turismo escolhida.

Trem
Se você ficará hospedado em Cusco, precisará pegar um trem para chegar nas ruínas. Companhias como Peru Rail e Inca Rail oferecem três opções de viagem que ligam Cusco à Aguas Calientes, com saída todos os dias e preços distintos. As passagens mais baratas custam em torno de US$52 (somente ida).

Ônibus
Da estação de Aguas Calientes até Machu Picchu é necessária outra viagem. Desta vez, o caminho é percorrido de ônibus. Eles saem a partir das 5h30 da manhã, e é possível embarcar em um a cada 15 minutos. São oito quilômetros até o santuário, que custam US$ 18,50 (passagens de ida e volta).

Informações importantes

  • Para visitar o Peru, não é necessário visto.
  • Em Lima, Cusco e na cidade perdida, fala-se espanhol e quéchua (dialeto nativo).
  • A moeda local é o Nuevo Sol.
  • É necessário o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela para entrar no país. Recomenda-se que ela seja tomada pelo menos dez dias antes da viagem.
  • A melhor época para visitar Machu Picchu é a seca, que vai de abril até outubro. Nos demais meses, ocorrem chuvas e possíveis alagamentos.

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2 comentários :) sobre “Machu Picchu: a cidade perdida dos Incas”

  1. Cesar disse:

    Texto objetivo, gostei. Estou indo me aventurar por lá e as infos serão de grande valia.

  2. Gostei do texto…bom saber como se virar por lá… estou indo em maio…Abraço

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